A trombose é uma condição séria, mas amplamente prevenível, que ocorre quando um coágulo se forma dentro de uma veia ou artéria e dificulta a circulação do sangue. Embora possa parecer um problema distante do dia a dia para muitas pessoas, ela é mais comum do que se imagina – e entender os fatores de risco é o primeiro passo para se proteger.
Ah, e uma boa notícia: pequenas mudanças de hábitos, associadas ao acompanhamento médico, podem prevenir a trombose, reduzindo consideravelmente a chance de desenvolver essa doença.
O que é a trombose e por que ela merece atenção?
A trombose se divide principalmente em duas categorias: a trombose venosa, que é a formação de coágulo dentro das veias e que costuma afetar as pernas, e a trombose arterial, que é a formação de coágulo dentro das artérias e está mais associada a eventos como infarto e AVC.
Quando detectada precocemente, a trombose tem tratamento, mas, se não for identificada a tempo, pode levar a complicações graves, como embolia pulmonar. Por isso, informação e prevenção são essenciais.
Embora qualquer pessoa possa desenvolver trombose, alguns fatores aumentam significativamente o risco. Entre os mais conhecidos estão:
- Imobilidade prolongada: Ficar muito tempo em posição sentada ou deitada prejudica o fluxo sanguíneo, facilitando a formação de coágulos. Isso acontece, por exemplo, em viagens longas, após cirurgias, no pós-parto ou durante internações hospitalares.
- Histórico familiar e predisposição genética: Algumas pessoas têm alterações hereditárias na coagulação do sangue, o que pode aumentar a tendência a formar coágulos.
- Idade: Com o avanço da idade, as veias se tornam menos eficientes, o que contribui para o risco de trombose, especialmente após os 60 anos.
- Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal: Estudos mostram que, para algumas pessoas, medicamentos contendo estrogênio podem aumentar o risco de ter trombose. O risco é baixo na maioria dos casos, mas mulheres que usam anticoncepcionais hormonais e têm outros fatores de risco devem manter orientação médica regular.
- Tabagismo: Fumar altera a composição do sangue e prejudica a circulação, aumentando a chance de ter eventos trombóticos.
- Obesidade e sedentarismo: O excesso de peso sobrecarrega o sistema circulatório e a falta de movimento reduz o retorno venoso – uma combinação que favorece a trombose.
- Gravidez: Durante a gestação, há mudanças na circulação e na coagulação, o que torna as grávidas naturalmente mais propensas ao problema. Por isso, o acompanhamento pré-natal é fundamental.
- Doenças crônicas: Diabetes, hipertensão, câncer e doenças autoimunes podem elevar o risco de trombose, especialmente quando associadas à idade ou ao sedentarismo.
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Como prevenir a trombose no dia a dia
A prevenção da trombose envolve escolhas simples, mas consistentes. Confira práticas recomendadas pelos especialistas:
- Mantenha-se em movimento:levantar-se regularmente, alongar as pernas e evitar longos períodos sentado são atitudes que favorecem o retorno venoso; em viagens longas, faça pausas para caminhar e mexa os pés e tornozelos.
- Pratique atividade física:exercícios regulares melhoram o fluxo sanguíneo, fortalecem as veias e reduzem o risco de obesidade, um fator importante na prevenção.
- Hidrate-se bem:a falta de água deixa o sangue mais espesso, o que facilita a formação de coágulos; tenha sempre uma garrafa por perto e beba ao longo do dia.
- Evite o tabagismo:parar de fumar reduz não só o risco de trombose, mas também de doenças cardiovasculares e respiratórias; qualquer redução já faz diferença, e buscar apoio profissional torna o processo mais fácil.
- Cuide de doenças crônicas:manter glicemia, pressão arterial e colesterol sob controle é essencial para quem quer reduzir o risco de trombose e melhorar a saúde de maneira geral.
- Use meias de compressão quando indicado:em alguns casos, como recuperação pós-cirúrgica ou varizes importantes, o uso de meias de compressão pode ajudar no retorno venoso (faça isso sempre com orientação profissional).
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E quando procurar ajuda médica?
Inchaço repentino em uma das pernas, dor ao caminhar, sensação de peso, vermelhidão e aumento da temperatura local podem indicar trombose venosa. E a falta de ar súbita, dor no peito e tosse com sangue são sinais de alerta para embolia pulmonar – e exigem atendimento imediato.
A trombose é uma condição que merece atenção, mas o conhecimento é uma das maiores ferramentas de prevenção. Entender seus fatores de risco, adotar hábitos saudáveis e manter acompanhamento médico regular são passos essenciais para proteger a circulação e viver com mais segurança.
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Fonte: Amil





